quinta-feira, 30 de abril de 2009

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Retornei esperando que Zavebe não tivesse visto o mesmo que eu, e assim pareceu, não comentou nada, sorriu levemente e apontou para a cadeira que havia arremessado a pouco, fui buscar-la proximo a um armadura coberta de poeira. Sentado diante de Zavebe esperei um comentario rude talvez, quem não veio... apenas um "Filho você esta confuso, não se envergonhe..." e se rosto surgiu em meio aos livros antigos que jaziam ali em sua mesa, e a luz das velas iluminou seu rosto tão destoante com o que sentia e fora avisado pela energia de minha mãe, estava de fato como dissera... Confuso. Olhou fixamente para mim como se buscasse um fio de pensamento sequer, então iniciei uma conversa busando evitar que se atencipasse aos meus pensamentos como ja demonstrou fazer.

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Zavebe poderia prosseguir sobre minha familia, algo que saiba e não contou?

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Sim meu jovem... contarei tudo que sei sobre sua ascendencia.

Diante da situação a qual me dispus entreguei-me ao conforto da velha cadeira muito maior que eu e atentei as suas palavras...

"Em todos os 12 reinos regidos pelo sacerdote maior, representante de Mitrah na terra, o inefavel Konstantinos Valerius, são realizados registros de nascimento junto a consagração da criança ai deus Mitrah. O reino de Mitrah é dividido neste grande continente em doze partes, cada uma regido por um principe sacerdote que por sua vez divide seu dominio em nove partes menores nomeando a estas areas nove sacerdotes, dentre os quais eu sou um dos nove. Assim como Mitrah tem seus doze principes celestiais em seu imperio nos altos céus, o seu representante tem na terra seus doze principes regidos cada qual regido pelos principes celestes, representados no céu fisico pelas constelações, cada principe de Mitrah possui nove virtudes assim os principes de Konstantinos possue nove sacerdotes para administrar o poder de Mitrah na terra bem como a vontade do seu filho Konstantinos, mas ha um porem, o extenso continente possui um reino isolado ao norte que em meio as eras recusou-se a adorar ao deus Mitrah, seus antepassados são destas terras longinquas. Durante a grande guerra que foi travada entre as familias locais, sua familia em risco iminente de morte dado as baixas, viajou rumo a este local,
Seu pai e mãe e você que nasceu durante a viagem. Veja este enorme livro - pegou de dentro de um baú um enorme livro -aqui estão os regisros dos ultimos 500 anos, realizo os resgistros desde que meu antecessor faleceu a oito anos, antes era seu auxiliar... e aqui estou eu uma boa parte da minah vida...
O caminho que sua familia percorreu é muito longo, até aqui seriam aproximadamente 3 anos, por isto você deve ter por volta de 11 anos.
Mas não ha registros seus ou familiares seus aqui, ja uqe não professavam a mesma fé, mas Mitrah tem seu modo de agir, pois teus pais auxiliaram na reconstrução, financiaram este orfanato e o Inefavel Konstantinos assim permitiu pois entendeu que Mitrah abençoa usando os masi diversos meios.
Infelizmente até onde tenho noticia você agora é o ultimo da sua familia. Após a guerra no norte, Konstantinos tentou enviar seu exercito de paz a terra do norte e consagrar a terra a Mitrah, mas foram todos mortos até hoje não se sabe ao certo o que houve. Muitos viajantes contam historias sobre a terra do norte após a guerra, um grande cemitério putrefo a céu aberto... o sol não brilha, nem mesmo consegue penetrar a densa névoa que encobre. Assim o Santo Konstantino decretou ser a vontade de Mitrah que ninguem ousase adentrar as terras do norte, se o fizesse seria amaldiçoado e irrevogavelmente condenado ao lago de fogo.

-
Mas o que originou esta guerra entre as familias???

Pouco se sabe, mesmo antes da guerra era um pais fechado ao resto do continente... existem relatos que uma força oculta pactuou com os habitantes locais e culminou em uma grande maldição... seja como for existe uma maldição sobre aquele país, isto é evidente, quando se esta sobre os picos do reino do principe Leão podemos avistar ao longe as densas e negras nuvens na direção do norte.

Por mais que ao longo da historia de Zavebe ele tenha sempre salientado o Amor e benevolencia de Mitrah e os seus, isto não descia por minha guela...não engolia a historia nem sentia este tal amor emanar dele, parecia faltar detalhes da historia... uma sensação agoniante... porque sentia isso?!

O gigante ancião levantou-se e veio ao meu lado, colocou sua mão sobre meu ombro e disse:

Filho você tem a chance de tirar ao menos da sua familia a maldição, você pode permitir, ao se redimir diante de Mitrah, que as almas de seus antepassados que purgam no Abismo de fogo descansarem em paz, isto iremos lhe ensinar bastar abrir teu coração.

E continuou, agora fixando o olhar para trás de mim...
Sua memoria pratica, que compreende tudo quanto você aprendeu durante sua vida, estará cada vez mais acessivel a tua consciencia conforme entre em contato com o mundo a sua volta, lendo um livro... vendo uma imagem... sentindo um cheiro...
Estamos no Outono em breve será inverno, por isto suas aulas só iniciaram juunto aos outros jovens na primavera. Até la tera pequenas atividades junto aos outros de sua idade, e a biblioteca do orfanato estara a sua disposição para te auxiliar a recuperar a memoria pratica ao menos. Atitudes tempetuosas como demosntrou a pouco são normais por causa da desregulagem entre memoria emocional e pratica, causando confusão até mesmo alucinações.

Quando ouvi isto sobre alucinações, fiquei a pensar sobr eo que ocorrera com o medalhão e a aparição da energia minha mãe... perdi o chão sob meus pés... estava realmente confuso agora.

Subtamene Zavebe levou sua mão, agora gélida, a minha nuca inclinando minha cabeça, procurando algo em meio ao meu cabelo na base da cabeça... foi tão inesperado que de tão surpreso demorei alguns segundos a reagir, dei um salto e de olhos arregalados saquei logo uma espada que estava pendurada junto a uma velha armadura.

Você esta louco Zavebe?!

Olhou para mim como se fosse a situação mais natural do mundo, e sua face pareceu ser amistosa novamente...
Calma filho, fico feliz que não tenha a marca da maldição em sua nuca.

-Marca?! Que marca???

- Não se preoucupe ja pode ir, Elis lhe espera la fora, sua almapode ser salva.

Larguei a espada no chão em nem mesmo pensei em questionar novamente Zavebe, ele certamente mandaria embora mais uma vez, ficou claro que não diria mais nada.

Ao ir em direçaõ a porta escutei Zavebe dizer:
"
Rogarei a Mitrah por tua alma..."

Quase mandei que ele incluisse um recado a Mitrah, muito mau educado por sinal, junto a sua petição... mas me contive.
Sai aos borbotões, passei pela porta de bronze e a fechei. Enquanto caminhava para fora dali pelo corredor as velas se apagaram a unica luz vinha da fresta da porta de Zavebe, e me senti impelido a retornar a porta... e assim fiz. Escutei a voz de Zavebe:

Mestre ele não possui a marca, teremos de esperar... sim, sua vontade será feita"

Pus-me a correr pelo corredor escuro, quase cai no lago, a nevoa não se dissipou pelo passar do dia ja deveria ter ido embora e dado lugar a luz do sol, mas não foi assim.

-
O que houve Adam?

-
Nada Élis só me assutei com o escuro...

-
Por mais que me doesse ao ego afirmar medo de algo foi a desculpa melhor que me veio a mente...

-
Ah sim... como foi a conversa?

-
Boa, eu fiquei meio confuso por causa da minah cabeça... mas estou melhor.

-B
om, entre no barco, ja é hora do almoço.

Assenti com a cabeça e embarquei no pequeno barco. Conforme ele deslizava sobe a faca do lago, cortando caminho em meio a nevoa minha mente relembrava tudo quanto acontecera ali hoje. E um sentimento ganhou corpo, assumindo forma de idéia... eu deveria regressar um dia a minha terra ancestral... que loucura é esta, é uma terra amaldiçoada?!
Meus pensamentos foram cortados pelo bater do casco do barco nas pedras, haviamos atravessado o lago...

-
Adam amanhã apresentarei a você seu 'tutor', um orfão assim como você que ja esta aqui a amsi tempo e este lhe instruira nas regras e deveres no orfanato e no templo de Mitrah, até que venha a primavera e também inicie os estudos seculares e religiosos.

Meio insatisfeito com a historia de 'tutor' fui para a bibioteca do orfanto, nem fui almoçar, e cai de cara nos livros para ver se a voz chata que dizia a absurda idéia de "ir na terra do norte" sumia.

O jovem Adam não conheceria seu 'tutor' no dia seguinte nem tão pouco de maneira convencional, inegavelmente seria marcante não só para ele... a vida tem seus caminhos, mesmo um caminho paralelo pode se encontrar...

O velho Khamus elevou seus olhos para a janela e percebeu que mesmo tendo ja falado por algumas horas nada havia mudado, tinha razão o tempo não corria como de costume. Estendeu sua mão ao jovm e pediu que o ajudasse a levantar-se e leva-lo ao 'jardim'.
O jardim que outrora exalava vida agora exala o putrefo odor da morte e decadencia.
E assim o misterioso jovem munido do calhamaço amaparou o ancião até a fonte, que igualmente ao local jorrava lama negra muito diferente do que ja foi um dia.
Sentou o jovem ao chão e Khamus a beira da fonte. Khamus inclinou com dificuldade a cabeça e falou algo a terra, o jovem apenas observou friamente a tudo.
Ergue-se estendeu os braços e meio cambaleante o ancião iniciava um antigo rito, que o mantera vivo até aquele momento.
Virou-se para o oeste e conclamou a um lago que circundava a sua casa

-
Senhores da agua, Ondinas e seres viventes permitam beber de vossa energia, hei de retorna-las a vós em breve - e fez o sinal do pentagrama da agua e o empurruou no ar na direção do lago, uma leve brisa soprou na direção de Khamus, junto dela os peixes bem como outros animais vieram a boiar... entregaram sua energia ao ancião, abriu novamente os braços e uma pequena bola de luz adentrou em seu peito quase o derrubando.
Assim fez aos Norte com os Duendes, ao leste com os silfos e aos sul com as salamandras. Em cada direção algo ruia, um passaro morria... até mesmo das estatuas que circundavam a propriedade liberaram pequenas centelhas de de vida, ao fim Khamus caiu de joelhos e se pos a lamentar, o jovem então levantou-se.

"
Não lamente, você precisa em certamente um dai retornara toda esta energia a seus devidos donos assim é o ciclo da vida...

Quando Khamus ergueu seu rosto do solo aparentava decadas a menos e o jovem epsantou-se mas nada comentou a não ser...

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Vejo que a historia podera ser contada com mais vigor daqui em diante...

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Não se engane, talvez não dure tanto, mas o suficiente para terminar... e poder finalmente...


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Por hora "Jovem" Khamus falemos de vida.